15 setembro 2011

Um post #Mimimi

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* É neste momento que aparece aquele conflito: não saber se o aperto no peito que se sente nos sábados à noite e nas manhãs frias – aquelas em que tudo o que você deseja é um abraço – é saudade dele ou saudade de estar com ele.

* Não acho que o amor nasça apenas da convivência, mas sei que ele não surge do nada e que só se manifesta quando duas pessoas apaixonadas, e dispostas a se entregar, se conhecem sem edição.

* Será que a carência justifica? Será que encostar a cabeça em outro peito e sentir outras mãos fazendo cafuné esquentaria o coração do mesmo jeito? Eu não sei. Nem sei se um dia vou descobrir.

• E depois vêm as lembranças, os pequenos detalhes e os signos assimilatórios que só você conhece. E, de repente, o mundo parece estar conspirando para que “ele” não saia da sua cabeça. No trabalho, na sala de aula, no restaurante e até na banca de jornal. Até o seu chiclete favorito vira fã dele.

Duvido que você nunca tenha refletido sobre isso, afinal, é sempre assim!

Créditos imagem: http://www.muraldavila.com.br/noticias/arrumando-o-coracao-5197.html

PS: Fragmentos de um desabafo a papel e caneta que rendeu duas laudas em cerca de 10 minutos.
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24 maio 2011

Poema intrometido com remetentes certos (e eternamente anônimos)

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Eu gosto de política
Porque ela é feita por pessoas
E as pessoas me fascinam

Pessoas têm sentimentos
E os sentimentos mudam tudo

A gente nem quer sentir, mas sente
A gente não quer pensar, mas pensa
Pensa porque sente

E não deixa de sentir por não pensar
Mesmo se conseguisse
Mesmo que quisesse

Mesmo se ele(a) te quisesse
Quisesse sentir, pensar, conseguir
Conseguir querer
Te querer

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18 maio 2011

Das coisas inexplicáveis da vida

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Eu não sei por que sinto que tudo sempre caminha para o lugar certo. Eu nem mesmo sei se esse local existe. Muito menos sei dizer se o certo existe. Bobagem, é certo que o quê é certo existe. Existe para todo mundo, mas não é o mesmo de todos. O certo é relativo e nem um pouco relativamente atrativo: a atração é total! Atrai tanto que muitos não fazem outra coisa da vida senão correr atrás dele e esquecem-se de viver (porque a vida não é o certo). Ao contrário, é pelas incertezas que vivemos; se tivéssemos certeza de tudo, não teria graça, não teria atrito, não teríamos brigas, nem discussões, nem confrontos, nem motivo pra pensar em defesas de pontos de vista, muito menos diferenças; não teria aperto de mão, e nem sorrisos, e também não abraços. Beijos de desculpa? Aqueles mais gostosos e cheios de afeto? Not. Gente diferente pensando diferente fazendo a diferença pra termos um mundo diferente. E eu aqui. Querendo. achar explicações.  Achar. o certo. Me achar. Justo. eu que me acho. inexplicavelmente diferente. e incerta. Vai. Entender. Vai ME entender...


... e se conseguir, me conte ;D
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27 abril 2011

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Uma daquelas frases que surgem do nada tentado nos dizer tudo:

"Não há nada errado em desistir da realidade.
São os sonhos que não podem ser deixados para trás"
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20 abril 2011

Nem todo presente é bem-vindo

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Na semana passada quando assisti Elefante (EUA, 2003 – Direção de Gus Van Sant) várias coisas me passaram pela cabeça. O ritmo lento do filme e os retalhos que são apresentados e que formam uma colcha após os 81 minutos do longa nos dão um bom tempo para reflexão.

A escola é uma das poucas instituições pelas quais todas as pessoas passarão um dia e durante a mesma fase da vida. Não importa quais sejam os lugares, cidades ou estruturas, o sentimento em relação ao termo ‘escola’ traz sempre muitas lembranças (boas ou ruins).

Deu pra reconhecer rostos familiares em cada um daqueles grupinhos apresentados: das minhas amigas que levavam estojos de maquiagens para as salas de aula ainda na pré-adolescência à nerd, que no meu caso era um menino a quem eu chamava carinhosamente de Watson, em referência ao companheiro do mais famoso detetive da literatura inglesa.

O filme deixa explícito o que muitos pedagogos tentam explicar aos pais que querem alfabetizar seus filhos em casa: na escola eles não aprenderão apenas Português, Matemática ou Ciências Sociais, mas também, e principalmente, aprenderão a conviver em sociedade e a respeitar regras.

Os conflitos sociais e psicológicos começam a surgir, no filme e na vida, quando alguns alunos percebem que além da instituição eles também podem estabelecer, paralelamente, as suas regras. Assim são formados os grupinhos, panelinhas e irmandades. Quando alguém não se encaixa em alguma delas, sente-se rejeitado pelo meio e é esta a principal questão que dá razão ao filme.

Foi essa sensação que levou os dois meninos a planejarem e executarem assassinatos em massa no colégio onde estudavam. Um presente incômodo e indesejado às pessoas que os rejeitaram a vida toda. Uma coisa enorme e incomum que não serviu para nada, porque matar as pessoas não apagou as lembranças das palavras e gestos de rejeição um dia sofridos. O ato foi um elefante. Branco.
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