04 fevereiro 2010

Ode a Whitman

Fazer o que se quer, nem sempre é possível
mas fazer sempre o possivel, tem que ser parte do que se quer
Evite brigar, discutir, descontinuar...
Vamos fazer a nossa parte
Aprender, brincar, viver, crescer
Crescer e amadurecer, em todos os niveis de vibração
Temos que decidir o final, e deixar que o vento nos sopre a direção
Direção de quem vai ou de quem fica.
Fica mas vai, porque o inteiro sem metade continua sendo inteiro, mas pela metade.

Salve o grande Whitman que nos deu os versos brancos.
Abençoado seja.
Bijam.

24 outubro 2009

"(...) Nãooooo! Não se renda! lute! lute! É isso mesmo que ELES querem que você faça: que desista da infância eterna e passe a encarar um mundo sério. Mundo sério no qual se ganha dinheiro. e dinheiro. e dinheiro. Enquanto temos consciência de que o mundo pode ser colorido (e muiiiito verde) não podemos nos render ao mundo dos homens chatos!"

Bruna Moraes - Num momento de inspiração pós Dia das Crianças, em scrap enviado ao amigo John Peter.

17 outubro 2009

Metaliguagem

"Escrevo porque escrevo
Quisera eu que a arte de escrever fosse facultativa
Compulsória como só, atormenta.
Tormento por tormento, escrevo."
(Bruna Moraes)

11 outubro 2009

Enquanto isso numa aula de química no Objetivo...

Melhor poeta, melhor amigo.

E o que Drummond faria?
Ou melhor: o que escreveria?
É estranho o fato dele
"me entender" muito melhor
do que eu mesma.

Queria seus conselhos agora.
Específicos e precisos!

Um dia ainda transformo seus versos
Num suntuoso livro de auto-ajuda.
Com capa colorida, título brilhante
e propaganda na mídia de massa.

Paulo Coelho que se cuide!

02 setembro 2009

#ForaSarney

Com 18 anos eu nunca havia participado de nenhuma manifestação política efetiva, foi quando me deparei no Twitter, mais uma dessas maravilhas tecnológicas, com o movimento #ForaSarney, apoiado por várias personalidades artísticas e divulgado em outras mídias também. Derrubar do cargo de presidente do Legislativo, um coronel maranhense eleito pelo Amapá, que já fora presidente do país e contra o qual inúmeras denúncias haviam eclodido nos últimos tempos (nepotismo, favorecimento ilícito, atos secretos), me parecia uma boa causa. Mandei e-mail, informando sobre a manifestação, para todos os meus amigos, apenas um topou, e lá fomos nós para a Av Paulista. Pouco mais de 70 pessoas compareceram, e a maioria estava tímida e sem saber como agir. A imprensa cobriu, e os jornais criticaram, mas pra mim tudo bem, eu fiz a minha parte!

Agradeço aos que não desistiram da luta, e continuaram se reunindo mesmo com baixos contingentes. Eu só pude comparecer novamente no 5º, e para minha surpresa, o movimento havia crescido, centenas de pessoas compareciam, traziam faixas, narizes de palhaço, tinta para pintar o rosto (aquelas tradicionais faixinhas verde e amarelo), cartazes com todos os tipos de frases. Quando eu me vi já estava lá no meio, de nariz de palhaço, rosto pintado, apito na boca, cartaz na mão e entregando adesivos nos carros quando o farol fechava. Depois disso a manifestação seguiu em direção a Consolação, com gritos de protesto do tipo: “Você que ta olhando, o Sarney ‘ta te roubando!”, e terminou numa das paralelas da Av. Paulista, em frente ao prédio onde o Senador possui 4 apartamentos.

Eu gostei muito da experiência, me senti seguindo o conselho do Chico, aquele de ter “voz ativa”. Claro que apenas a manifestação não derrubará ninguém de cargo algum, mas eu acredito no efeito metástase e quem sabe alguém, com mais poder que um grupo de centenas de pessoas, se sensibilize e resolva mudar alguma coisa. Tínhamos que começar de algum lugar, e começamos!