16 junho 2010

Au, au, au o Edmundo é (um comentarista) animal

Aos 39 anos, ex-jogador inicia sua carreira como comentarista
e já é escalado para o mundial da África do Sul

O animal inconseqüente do começo da carreira de jogador de futebol não existe mais. Edmundo, atualmente é comentarista da TV Bandeirantes e empresário do setor da construção civil. A fama de bad boy, já apagada nos últimos anos nos campos, ficou num passado distante.

Integrante da seleção que amargou o vice-campeonato mundial em 1998, na França, ele participa este ano de sua segunda Copa do Mundo, na África do Sul, agora confortavelmente na cabine da TV, de terno e microfone na mão. Edmundo conversou conosco sobre essa nova fase de sua vida e sobre a Copa do Mundo.

Como surgiu a ideia de ser comentarista?
Convite de um amigo da Rede Tv que achou que pela minha forma de discutir futebol, daria certo como comentarista. Ele me convenceu.

Dentre as profissões seguidas por jogadores após a aposentadoria o eu objetivo sempre foi esse?
Não, não pensava em atuar na TV, mas me imaginava continuando no futebol.

Atualmente, descarta a ideia de ser técnico?
Sim.

Qual era a sensação de integrar a seleção em 1998?
Muito boa, tínhamos um grande grupo.

E hoje, qual a sensação de estar novamente em uma Copa do Mundo?
Muito boa, estou adorando o trabalho e o grupo.

Como é estar agora do outro lado? A imprensa realmente é tão "má" quanto parecia quando você fazia parte da seleção?
Nunca achei a imprensa má, achava e acho que na imprensa existe gente bem e mal intencionada, pessoas que fazem notícia de boato. Acho que deve ser assim em qualquer profissão, mas só tenho experiência com o futebol e com a imprensa.

Qual seleção representa maior perigo ao Brasil? Ainda temos que tomar cuidado com a França?
Argentina, pois cresce na hora decisiva ao contrário de algumas que amarelam. Além dela, Alemanha. Acho que a Espanha e a Holanda têm grandes times, mas pouca tradição de chegada. França tem camisa e não pode ser desprezada apesar do time estar fraco.

Quem faltou ser convocado na seleção do Dunga?
Ganso e/ou Ronaldinho Gaúcho, pelo menos um dos dois.

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Reprodução integral do trabalho de Jornalismo Básico da Faculdade Cásper Líbero

25 abril 2010

O TM na TV (no Xanéu nº5)

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Trecho retirado de um e-mail de quatro páginas, enviado à trupe d'O Teatro Mágico em abril de 2010.

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Agora vamos ao motivo que me fez sentar em frente ao computador para escrever este texto: A apresentação do TM na Novela “Viver a Vida”, no horário nobre da TV GLOBO (ou Xanéu nº5). Pensei muiiiito sobre isso, de forma que construí argumentos positivos e negativos ao fato, e, sinceramente, não consegui acreditar que os prós compensaram os contras.

Sei que o projeto "O Teatro Mágico" cresceu magistralmente, a ponto de atrair a atenção de muita gente, foi a consagração do “acredite-se” que o Fernando Anitelli costuma dizer, e que escreveu no meu CD do Segundo Ato quando lhe pedi um autógrafo, no dia do lançamento, no vão livre do Masp, em junho de 2008.

Claro que as muitas pessoas tiveram contato com músicas perfeitas e de qualidade, o que é novidade se tratando de uma novela, e concordo que este fato seja positivo. Além disso, é uma vitória da música independente. Claro que significara mais espaço para o MPB.

Acho que eu sou muito saudosista por achar que todos deveriam conhecer o TM de forma mágica, como aconteceu comigo... Não é estranho que a 'Toda Poderosa Rede Globo' tenha aberto espaço para um grupo tão engajado com a arte livre? Ou será que eles nem sabiam disso? E quando “descobrirem” será que realmente esse espaço continuará aberto?

E para os que não conhecem o TM e são contra a Rede Globo e a massificação cultural, o TM será visto como parte do meio, parte do sistema alienador (uiii). E a essência? E Xanéu nº5? Bom, uma coisa é certa: nunca mais será usada como ilustração para o tema “Cultura de Massa” ou “Indústria Cultural” de uma aula de sociologia...

E as pessoas que viram esse projeto crescer, não é o meu caso, e sempre apoiaram a arte livre divulgada em meios livres, como é que ficam? A idéia de democratização cultural de vocês é aparecer na novela das oito da Globo?

Eu tenho muitas outras questões como essa sem respostas... Repito que pensei sobre todos os ângulos... Me emocionei ao vê-los na TV, mas alguma coisa me dizia que não era pra ser assim. Fiquei imaginado a trupe no Faustão, sem conseguir dizer uma palavra, com o balé lá traz fazendo as coreografias mais absurdas para as poesias mais sutis. Imaginei também o lançamento de uma rede de lojas, como aquelas que o Chiclete com Banana tem na Bahia, onde seriam vendidas as camisetas produzidas, agora em grande escala, porque a lojinha do Sr. Odácio não daria mais conta da demanda.

E se quando a turnê do terceiro CD terminar e vocês estiverem no auge da mídia, será que realmente considerarão a antiga de ideia de colocar um ponto final no projeto???

Não vou chamá-los de traidores do movimento, porque sei que tudo está em constante transição e devemos arriscar sempre. Vocês fizeram suas escolhas e agora devem responder por elas. Mas que eu ficarei muito triste em vê-los tratados como super stars em algum desses programas da tarde, ahhhh ficarei!

Deixo aqui o meu protesto, que já havia feito também pelo twitter, e os parabéns por esse trabalho que me ajudou a construir um pouquinho do que eu sou hoje e que sem o qual seria impossível montar a trilha sonora da minha vida.

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08 abril 2010

Professores encerram Greve de 33 dias

Os professores da rede estadual de ensino decidiram na tarde desta quinta-feira, 08 de abril, pela suspensão da greve que já durava 33 dias.
Em novo ato no vão livre do MASP, Av. Paulista, com carro de som e representantes de todas as partes do estado os professores decidiram em assembléia pela não continuidade da greve, palavras dos manifestantes: “Professor que é professor sabe porque tem que voltar a sala de aula”
Após discursos de trabalhadores, sempre iniciados com “Companheiros e companheiras” e enfatizando a unidade da categoria e a postura combativa e corajosa de permanecer 33 dias parados, iniciou-se uma votação que culminou na decisão da suspensão da greve e da não passeata até o centro. A votação foi bem equilibrada e com poucas abstenções.
No meio da manifestação, discursos como “Contra Serra e contra o governo Lula” puderam ser percebidos, além dos já tradicionais “Vamos pra imprensa”.
Ao fundo, era possível escutar “Alegria, Alegria” música de Caetano Veloso que embalou muitos protestos contra a ditadura; bandeiras da UMES tremulavam sem parar; e centenas de policiais militares vigiavam a manifestação.
O próximo ato ocorrerá dia 07 de Maio, pois “A greve acabou, mas a luta continua”, frase unânime e entre todos que subiam no carro de som.

31 março 2010

Eu + Você

O primeiro termo eu sei de quem se trata, conheço bem todos os defeitos, qualidades e insanidades. O segundo poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por um desenho daquele músculo involuntário, composto por 2 átrios e 2 ventrículos, que bombeia o sangue para todas as partes do corpo. Mas e o terceiro membro? Do qual nada sei, mas espero tudo? Presente em meus devaneios. Devaneio do meu presente. É incógnito, embora tenha sido aclamado com veemência e carência impares nos últimos tempos. Tome forma, é o brado que emana forte e puro. Apareça, desenhe-se! Venha ser o presente do meu presente. Por tempo indeterminado, intensidade não comedida – há sim, é, há espaço! Mas cuidado com o meu nível de exigência e não desafie a minha liberdade.

*Momento "'tô carente", ouvindo Vanessa da Mata

27 março 2010

Excursão à Zona Leste


Saí da Zona Norte rumo à Zona Leste. Para percorrer este trajeto precisei pegar dois ônibus: o primeiro, na esquina da minha casa, que demorou mais do que o habitual, e o segundo na Avenida Celso Garcia, pouco depois da Ponte da Vila Guilherme. Não havia trânsito no caminho do primeiro ônibus, que leva também a marginal, e eu consegui chegar rapidamente ao ponto onde passa segunda condução.

Foi justamente neste ponto que começaram os meus problemas. O ônibus que eu esperava demorou muito e quando chegou, eu, no afã de entrar o mais rápido possível, fiquei presa na porta. Isso mesmo: a porta fechou em mim. Felizmente não sofri nenhum ferimento, apenas constrangimento. Quando me recuperei do susto, o motorista soltou um sonoro “Viu, de novo!”, para o cobrador.

Neste instante reparei que o problema não foi a minha pressa, mas sim a porta que estava com problemas e fechava sozinha. Ótimo consolo pra quem está atrasado.

O caminho inteiro foi cheio dessas surpresas desagradáveis. O cortês cobrador segurava a porta de trás para que ela não fechasse enquanto as pessoas desciam, com isso ganhava mãos vermelhas e doloridas. Já na porta da frente não havia o que se fazer. O ônibus parou. Ótimo eu nem estava atrasada mesmo. Os passageiros, que cochilavam, despertavam assustados.

“O que aconteceu?”, me perguntou uma senhora num banco ao lado, “O motorista está ligando pra garagem, pra ver se resolve o problema das portas”, esclareci.

Motorista resmunga, cobrador queixa-se de dor nas mãos, o telefone da garagem não atende. Seguimos.

Nas calçadas, mais pessoas dão sinal e o motorista pára novamente, com ressalvas de cuidado e atenção, temeroso de que algum velhinho se machuque gravemente e ele seja responsabilizado. Já com mais de 75% da viagem realizada ele finalmente desiste, pára o ônibus e faz com que todos desçam. A viagem deles terminou. A minha apenas 10 minutos depois, em mais um ônibus.